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Primeiro semestre tem mais de 160 mortes em confrontos com policiais

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade do Ministério Público do Paraná que tem entre suas funções o controle externo da atividade policial, divulgou nesta terça-feira, 24 de setembro, os números de mortes em confrontos com policiais no estado do Paraná no primeiro semestre deste ano. Foram 157 mortes em embates com policiais militares, quatro mortes com policiais civis e uma morte com guarda municipal, somando 162 mortes.

Em relação ao segundo semestre de 2018, quando houve 148 mortes, o número cresceu 9,5%. Já em relação ao primeiro semestre do ano passado (com 179 mortes), houve decréscimo também de 9,5% (17 mortes a menos).

Em Foz do Iguaçu foi registrado uma morte em confronto nesse primeiro semestre. O confronto aconteceu no dia 30 de abril. Na ocasião foi morto um homem que era suspeito de ter escondido o assassino de três pessoas em uma casa de shows no bairro Três Lagoas. Ele estava armado com uma pistola calibre .380 e atirou contra os policiais, que revidaram.

Estratégia nacional – O controle estatístico das mortes em confrontos policiais pelo Gaeco faz parte de estratégia de atuação do MPPR com o objetivo de contribuir para diminuir a letalidade das abordagens em confrontos policiais. As iniciativas do Ministério Público são constantemente discutidas com representantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública, da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Além disso, a exemplo dos demais MPs do Brasil, o Ministério Público do Paraná aderiu ao programa nacional “O MP no enfrentamento à morte decorrente de intervenção policial”, instituído pelo Conselho Nacional do Ministério Público, por meio da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança. O objetivo da iniciativa do CNMP é assegurar a correta apuração das mortes de civis em confrontos com policiais e guardas municipais, garantindo que toda ação do Estado que resulte em morte seja investigada.

As tabelas abaixo apresentam os dados por semestre desde 2015 e as cidades com maior número de mortes.

Rádio Cultura Foz

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