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Procuradoria-Geral do Estado pede que polícia investigue invasão de manifestantes na Assembleia Legislativa do Paraná

A proposta foi aprovada pelos deputados e sancionada pelo governador Ratinho Junior (PSD). Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed), consultas públicas serão realizadas nas instituições de ensino, que vão decidir se querem adotar o modelo.

Na representação encaminhada à polícia, a Procuradoria classificou o comportamento dos manifestantes como “conduta antidemocrática”.

De acordo com a PGE, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) teria incitado a invasão, “visando a paralisação da Assembleia Legislativa”.

No dia em que o projeto foi discutido, a presidência do Legislativo autorizou apenas um grupo a entrar, mas professores, servidores e alunos da rede estadual derrubaram um portão.

Polícia Civil está analisando imagens de câmeras que flagraram invasão na Alep — Foto: Reprodução/RPC

Em seguida, eles quebraram uma porta de vidro e ocuparam as galerias da Casa.

“Não concordar faz parte da democracia. Agora, impedir o exercício dos poderes constituídos e incentivar o descumprimento de decisões judiciais, pra mim isso não é democracia”, comentou o procurador-geral do Estado, Luciano Borges.

Segundo a Procuradoria, se for comprovada a tentativa de impedir o exercício do poder pela Assembleia, a conduta dos manifestantes pode ser enquadrada como emprego de violência ou grave ameaça para abolir o Estado Democrático de direito.

Sindicato diz que ocupação não impediu votação

De acordo com a presidente da APP Sindicato, Walkíria Olegário, a ocupação nas galerias não prejudicou o funcionamento da sessão da Assembleia, e que também não houve ato antidemocrático.

“Não houve a paralisação dos atos, mesmo com a entrada dos manifestantes. O plenário ficou preservado, os deputados é que preferiram se retirar e participar da sessão de forma remota. Há uma clara intenção de criminalizar do movimento perante a sociedade paranaense” avaliou.

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O inquérito será conduzido pelo Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (Cope) e tem 30 dias para ser concluído.

A polícia não passou mais detalhes de como está a investigação, mas disse que testemunhas já começaram a ser ouvidas e que, nesse momento, o trabalho se concentra na análise de imagens.

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